El coronel no tiene quien le escriba
Na última semana assisti ao filme baseado no livro de Gabo. Foi a primeira vez que vi na tela um dos romances literários dele. Confesso que não gostei. Acho que há histórias que não funcionam no cinema. Podem ser maravilhosas nas páginas de um livro, mas se transpostas para um roteiro de forma literal, acabam muito arrastadas. Esse foi o caso de Ninguém escreve ao coronel. Não sei se o mesmo acontece com Veneno da Madrugada.
sábado, março 10, 2007
Mais um livro
Ontem depois de uma coletiva no Paço Imperial, resolvi dar uma olhada na Livraria Imperial. E eis que vi na parte da loja destinada a livros usados uma raridade. O livro "O seqüestro", de Gabo. Trata-se do roteiro de um filme baseado na narrativa de fatos vividos pelo guerrilheiro Juan José Quesada na luta contra a ditadura de Somoza, na Nicaragua. Confesso que não conhecia o livro e fiquei radiante em adquiri-lo. Um belo presente de aniversário que eu me dei.
Ontem depois de uma coletiva no Paço Imperial, resolvi dar uma olhada na Livraria Imperial. E eis que vi na parte da loja destinada a livros usados uma raridade. O livro "O seqüestro", de Gabo. Trata-se do roteiro de um filme baseado na narrativa de fatos vividos pelo guerrilheiro Juan José Quesada na luta contra a ditadura de Somoza, na Nicaragua. Confesso que não conhecia o livro e fiquei radiante em adquiri-lo. Um belo presente de aniversário que eu me dei.
quinta-feira, março 08, 2007
Parabéns para ele!
Gabo não quer se transformar em espetáculo, como ele mesmo disse. Mas, como sua fã, não posso deixar de dar parabéns e muitas felicidades pelo seu aniversário no dia 8. Pisciano como eu, chega aos 80 anos com vigor suficiente para continuar fazendo o que a gente mais quer dele: escrever.
Gabo não quer se transformar em espetáculo, como ele mesmo disse. Mas, como sua fã, não posso deixar de dar parabéns e muitas felicidades pelo seu aniversário no dia 8. Pisciano como eu, chega aos 80 anos com vigor suficiente para continuar fazendo o que a gente mais quer dele: escrever.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Allende e submetralhadora
Ganhei de Natal o livro sobre reportagens políticas de Gabo. A primeira delas fala sobre o golpe militar no Chile. Matéria jornalística preciosíssima, muito bem apurada e contextualizada traz uma curiosidade que me chamou a atenção. O presidente socialista Salvador Allende ao ser bombardeado pelos militares chilenos no Palácio de La Moneda usava um capacete e uma submetralhadora dada de presente pelo presidente cubano Fidel Castro. Interessante, não?
Ganhei de Natal o livro sobre reportagens políticas de Gabo. A primeira delas fala sobre o golpe militar no Chile. Matéria jornalística preciosíssima, muito bem apurada e contextualizada traz uma curiosidade que me chamou a atenção. O presidente socialista Salvador Allende ao ser bombardeado pelos militares chilenos no Palácio de La Moneda usava um capacete e uma submetralhadora dada de presente pelo presidente cubano Fidel Castro. Interessante, não?
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Uma brasileira com Gabo
Tenho lido todos os dias o blog "As borboletas de fevereiro", da cearense Socorro Acioli. Ela é a única brasileira a participar este ano da oficina de roteiro com o escritor García Márquez, em Santo Antonio de Los Baños, em Cuba. A escritora conta detalhadamente como tem sido seus dias ao lado do Prêmio Nobel. Confiram no blog http://as-borboletas-de-fevereiro.blogspot.com/
Parabéns para ela e muito sucesso!!!!!!!!!!!!
Tenho lido todos os dias o blog "As borboletas de fevereiro", da cearense Socorro Acioli. Ela é a única brasileira a participar este ano da oficina de roteiro com o escritor García Márquez, em Santo Antonio de Los Baños, em Cuba. A escritora conta detalhadamente como tem sido seus dias ao lado do Prêmio Nobel. Confiram no blog http://as-borboletas-de-fevereiro.blogspot.com/
Parabéns para ela e muito sucesso!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, outubro 26, 2006
Os 40 anos da obra-prima
Será lançada uma edição especial de "Cem anos de solidão" no IV Congresso Internacional de Língua Espanhola, em homenagem ao escritor colombiano García Márquez. A publicação vai ter um prefácio assinado pelo amigo do autor, Carlos Fuentes. O romance em 2007 vai completar 40 anos.
Será lançada uma edição especial de "Cem anos de solidão" no IV Congresso Internacional de Língua Espanhola, em homenagem ao escritor colombiano García Márquez. A publicação vai ter um prefácio assinado pelo amigo do autor, Carlos Fuentes. O romance em 2007 vai completar 40 anos.
sexta-feira, setembro 01, 2006
terça-feira, agosto 01, 2006
quarta-feira, julho 26, 2006
segunda-feira, março 20, 2006
Quatro vezes Aureliano
Fiz uma pesquisa recentemente aqui para os leitores contarem quantas vezes o coronel Aureliano Buendía, um dos principais personagens de Gabo, aparecem nos livros. Eu havia citado "Cem anos de solidão", "Ninguém escreve ao coronel" e "Crônica de uma morte anunciada". Mas há referência a ele também em um conto de "Los funerales de la Mamá Grande".
Fiz uma pesquisa recentemente aqui para os leitores contarem quantas vezes o coronel Aureliano Buendía, um dos principais personagens de Gabo, aparecem nos livros. Eu havia citado "Cem anos de solidão", "Ninguém escreve ao coronel" e "Crônica de uma morte anunciada". Mas há referência a ele também em um conto de "Los funerales de la Mamá Grande".
quarta-feira, março 15, 2006
História digna de um conto de Gabo
Tive minha primeira aula de roteiro com Luiz Carlos Maciel hoje e ele contou uma história engraçada e interessante de um colega, ator da Globo, que bebeu, foi roubado e acabou parando em um manicômio. No mesmo momento, pensei no conto "Só vim falar ao telefone", de García Marquez. E não é que o professor acabou falando disso mesmo? É a história de uma mulher em que o carro quebra no meio da estrada e ela vai tentar telefonar para avisar o fato, mas acaba presa em um manicômio incomunicável.
Tive minha primeira aula de roteiro com Luiz Carlos Maciel hoje e ele contou uma história engraçada e interessante de um colega, ator da Globo, que bebeu, foi roubado e acabou parando em um manicômio. No mesmo momento, pensei no conto "Só vim falar ao telefone", de García Marquez. E não é que o professor acabou falando disso mesmo? É a história de uma mulher em que o carro quebra no meio da estrada e ela vai tentar telefonar para avisar o fato, mas acaba presa em um manicômio incomunicável.
quinta-feira, março 02, 2006
Bolívar, a Vila e García Márquez
Bolívar é o personagem de destaque no enredo da escola de samba Unidos de Vila Isabel, campeã do Carnaval carioca. Mas também personagem principal de "O general em seu labirinto", de García Márquez. A seguir o resumo do livro:
"Símon Bolívar, general e político sul-americano que libertou sete países dos domínios espanhóis, estava desiludido com a política no final de sua vida. Ele tinha "a melancólica certeza de que havia de morrer na cama, pobre e nu, e sem consolo da gratidão pública". Os últimos instantes, marcados pela tuberculose, foram recheados por leituras como Cervantes - era a certeza de que os maiores enganados do mundo tinham sido Cristo, o Quixote e ele próprio.
A ficção histórica O general em seu labirinto, de Gabriel Garcia Márquez, do prêmio Nobel em 1982, tem como personagem principal Bolívar, que esperava a morte viajando pelas cidades venezuelanas à margem do rio Magdalena. Mas, queria embarcar no porto para a Inglaterra, a caminho da qual terminaria sua história".
Bolívar é o personagem de destaque no enredo da escola de samba Unidos de Vila Isabel, campeã do Carnaval carioca. Mas também personagem principal de "O general em seu labirinto", de García Márquez. A seguir o resumo do livro:
"Símon Bolívar, general e político sul-americano que libertou sete países dos domínios espanhóis, estava desiludido com a política no final de sua vida. Ele tinha "a melancólica certeza de que havia de morrer na cama, pobre e nu, e sem consolo da gratidão pública". Os últimos instantes, marcados pela tuberculose, foram recheados por leituras como Cervantes - era a certeza de que os maiores enganados do mundo tinham sido Cristo, o Quixote e ele próprio.
A ficção histórica O general em seu labirinto, de Gabriel Garcia Márquez, do prêmio Nobel em 1982, tem como personagem principal Bolívar, que esperava a morte viajando pelas cidades venezuelanas à margem do rio Magdalena. Mas, queria embarcar no porto para a Inglaterra, a caminho da qual terminaria sua história".
terça-feira, dezembro 13, 2005
Marque um X
Quem gosta de Gabo e quer saber que livros do autor já leu, é só dar uma conferida:
La hojarasca (1955)
Entre cachacos. Notas de prensa, 2 (1954-1955)
El coronel no tiene quien le escriba (1961)
La mala hora (1962)
Los funerales de la Mamá Grande (1962)
Cien años de soledad (1967)
La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y su abuela desalmada (1972)
Cuando era feliz e indocumentado (1973)
El otoño del patriarca (1975)
Operación Carlota (1977)
Crónica de una muerte anunciada (1981)
El olor de la guayaba (1982)
Notas de prensa (1961-1984)
El amor en los tiempos del cólera (1985)
El general en su laberinto (1989)
Doce cuentos peregrinos (1992)
Del amor y otros demonios (1994)
La aventura de Miguel Littín clandestino en Chile (1995)
Noticia de un secuestro (1996)
Me alquilo para soñar (1997)
Cómo se cuenta un cuento: taller de guión
La bendita manía de contar
Obra periodística completa (1999)
Vivir para contarla (2002 - Memorias)
Memoria de mis putas tristes (2004)
Quem gosta de Gabo e quer saber que livros do autor já leu, é só dar uma conferida:
La hojarasca (1955)
Entre cachacos. Notas de prensa, 2 (1954-1955)
El coronel no tiene quien le escriba (1961)
La mala hora (1962)
Los funerales de la Mamá Grande (1962)
Cien años de soledad (1967)
La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y su abuela desalmada (1972)
Cuando era feliz e indocumentado (1973)
El otoño del patriarca (1975)
Operación Carlota (1977)
Crónica de una muerte anunciada (1981)
El olor de la guayaba (1982)
Notas de prensa (1961-1984)
El amor en los tiempos del cólera (1985)
El general en su laberinto (1989)
Doce cuentos peregrinos (1992)
Del amor y otros demonios (1994)
La aventura de Miguel Littín clandestino en Chile (1995)
Noticia de un secuestro (1996)
Me alquilo para soñar (1997)
Cómo se cuenta un cuento: taller de guión
La bendita manía de contar
Obra periodística completa (1999)
Vivir para contarla (2002 - Memorias)
Memoria de mis putas tristes (2004)
segunda-feira, outubro 10, 2005
sábado, setembro 17, 2005
A polêmica das putas
Quando "Memória de minhas putas tristes" lançou no Brasil foi o maior auê. Tinha gente achando um absurdo citar deliberadamente e com todas as letras um palavrão: puta. Não concordo com tal censura. Vejam só, usar prostitutas ficaria um pouco cerimonioso demais. Afinal o protagonista está enumerando mulheres, mesmo que putas, que fizeram parte de sua vida.
Falar em profissionais do sexo seria um pouco de eufemismo para tal situação. E damas da noite? Acho uma contradição. Ou é dama ou é da noite. Já piranha soaria pejorativo. Que melhor palavra então para denominá-las?
Não adianta escondê-las das crianças. Elas estão ali paradas nos sinais de trânsito para todo mundo ver e se, tiver interesse, se aproveitar. Não que eu seja uma defensora das putas. Não tenho nada contra, ou melhor, tenho um certo constrangimento, sim. Não gosto de vê-las por perto. Simplesmente, porque tenho medo de que me confundam com uma elas. Pura bobagem, mas fazer o quê?
Só que García Márquez no seu "memórias..." trata as amantes de ocasião como pessoas comuns, gente que está por aí todos os dias, que ganha seu dinheiro e tem uma história própria. E vai além disso, é capaz de fazer delas participantes de uma grande história de amor.
Quando "Memória de minhas putas tristes" lançou no Brasil foi o maior auê. Tinha gente achando um absurdo citar deliberadamente e com todas as letras um palavrão: puta. Não concordo com tal censura. Vejam só, usar prostitutas ficaria um pouco cerimonioso demais. Afinal o protagonista está enumerando mulheres, mesmo que putas, que fizeram parte de sua vida.
Falar em profissionais do sexo seria um pouco de eufemismo para tal situação. E damas da noite? Acho uma contradição. Ou é dama ou é da noite. Já piranha soaria pejorativo. Que melhor palavra então para denominá-las?
Não adianta escondê-las das crianças. Elas estão ali paradas nos sinais de trânsito para todo mundo ver e se, tiver interesse, se aproveitar. Não que eu seja uma defensora das putas. Não tenho nada contra, ou melhor, tenho um certo constrangimento, sim. Não gosto de vê-las por perto. Simplesmente, porque tenho medo de que me confundam com uma elas. Pura bobagem, mas fazer o quê?
Só que García Márquez no seu "memórias..." trata as amantes de ocasião como pessoas comuns, gente que está por aí todos os dias, que ganha seu dinheiro e tem uma história própria. E vai além disso, é capaz de fazer delas participantes de uma grande história de amor.
quarta-feira, setembro 14, 2005
terça-feira, setembro 13, 2005
Lindo!
Foi esse o adjetivo que usei para falar de "Memória de Minhas Putas Tristes" para uma amiga que queria saber minha opinião. Ela leu, concordou e passou adiante a recomendação. Hoje, me deparo no Segundo Caderno do O Globo com uma matéria do cineasta Ruy Guerra. E sabe como ele qualifica o romance de Gabo: ..."Este livro dele 'Memória de minhas putas tristes', é lindo"
Foi esse o adjetivo que usei para falar de "Memória de Minhas Putas Tristes" para uma amiga que queria saber minha opinião. Ela leu, concordou e passou adiante a recomendação. Hoje, me deparo no Segundo Caderno do O Globo com uma matéria do cineasta Ruy Guerra. E sabe como ele qualifica o romance de Gabo: ..."Este livro dele 'Memória de minhas putas tristes', é lindo"
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